Sou uma
atriz dramática. Este gosto pelo drama e paixão pelos conflitos humanos,
acredito que vem do fato de gostar de peças teatrais e obras literárias que
exploram como tema “a dimensão humana das pessoas”. Seus relacionamentos, como
interagem e como modificam a vida umas das outras. Como convivendo
coletivamente em vários ambientes e situações, exercitam a paciência, o
controle, a tolerância, a perseverança e o amor tentando consertar suas falhas
e se melhorar como seres humanos. Temas como familia, honra, coragem,
superação, fé, confiança, redenção, perdão, esperança, amor, a luta dos
oprimidos, a luta contra os abusos sociais, direitos civis e humanos, valores e
ideais, justiça e inclusão social, pessoas vissionárias que modificam o próprio
destino e perseverança para se enfrentar as adversidades no mundo são meus
preferidos.
Sou uma atriz dramática. Este gosto pelo drama e paixão pelos conflitos humanos, acredito que vem do fato de gostar de peças teatrais e obras literárias que exploram como tema “a dimensão humana das pessoas”. Seus relacionamentos, como interagem e como modificam a vida umas das outras. Como convivendo coletivamente em vários ambientes e situações, exercitam a paciência, o controle, a tolerância, a perseverança e o amor tentando consertar suas falhas e se melhorar como seres humanos. Temas como familia, honra, coragem, superação, fé, confiança, redenção, perdão, esperança, amor, a luta dos oprimidos, a luta contra os abusos sociais, direitos civis e humanos, valores e ideais, justiça e inclusão social, pessoas vissionárias que modificam o próprio destino e perseverança para se enfrentar as adversidades no mundo são meus preferidos.
Na
universidade li muita literatura brasileira. E aproveitei o acervo das
bibliotecas das faculdades de letras e artes cênicas, para ter contato também
com a literatura européia, inglesa e latino americana. Durante os seis anos que
frequentei a universidade, aproveitei o tempo livre para ler a obra de alguns
autores, romancistas e dramaturgos que ainda não conhecia como guy de
maupassant, marcel proust, patricia highsmith, charles dickens, valle inclán,
harold pinter, leillah assumpção, edy lima, carlos queiróz telles, graciliano
ramos, marçal aquino, lewis carrol, mario vargas llosa, rubem fonseca, fernando arrabal,
manuel puig, adamov, sean o´casey, thornton wilder, ernest hemingway, jules verner, jack london, georg
buchner, dalton trevisan, clarice
lispector, jane austen, milton hatoum, louise mary alcott, jean genet, victor hugo, jonh steinbeck e pushikin. Foram
leituras estimulantes que me fizeram compreender melhor o gênero dramático, o
conto, a novela, o romance e a ficção. Gosto também de temas que
envolvem “valores e princípios éticos e morais do individuo em conflito com o
que é imposto pelo social” que limita sua maneira de ser, agir e pensar
como ele quer e almeja. Neste aspecto, em minha opinião federico garcia
lorca e bertholt brecht são os grandes
mestres. Acredito que o “genero
dramático” é o que mais dialoga com a realidade porque está muito centrado
nas aflições humanas. É um gênero que explora muito os dramas pessoais, criando
muitos personagens verossímeis com os quais nos identificamos. Gosto e aprecio muito o drama na literatura,
no teatro ou no cinema por ser o gênero que mais me permite ter contato com “histórias
e momentos próximos do cotidiano real” para aprender mais sobre a vida,
pessoas e valores. Por falar em drama, recentemente assisti “Preciosa”,
“Biutiful”, “Segredos de família”, “Por uma vida melhor”, “Terras perdidas”, “Faz
de conta que eu não estou aqui” e “Há tanto tempo que eu te amo”. Estes
filmes mostram que são realmente muito complexas as relações em família.
Principalmente, quando os conflitos envolvem diferenças entre gerações,
rivalidades de amor, ambição, perdas, brigas, agressões, repressão e poder nos
papéis familiares. Não sei se vão concordar comigo, mas já perceberam que nas
últimas décadas, a instituição que mais tem sido questionada no cinema é “a família”. A relação entre pais e
filhos, embora pareça um tema banal, tem se escrito muito sobre ela na
ficção. Apesar da aparente diversidade
de temas e personagens nos enredos, e lugares onde se passam as estórias,
percebemos que é em torno de um núcleo familiar que se desenvolvem a maioria
dos conflitos e crises. E não só porque a família reproduz as relações de poder
do sistema econômico, do mundo burguês. Mas porque se pensarmos em termos de
drama e experiência coletiva, filmar histórias sobre os laços afetivos,
principalmente entre pais e filhos, maridos e esposas, irmãos e irmãs,
ex-casais, madrastas ou padrastos e seus enteados tem possibilitado aos
roteiristas criar histórias originais que tem questionado hábitos, costumes e
modos de pensar e agir tradicionais, ultrapassados da sociedade que persistem
até hoje. Valores que necessitam serem transformados radicalmente para melhorar
os indivíduos como seres humanos. Conscientes de que a luta diária pela
sobrevivência e os compromissos sociais tem dispersado cada vez mais os membros
familiares, os roteiristas com sua imaginação criadora inspirada em uma genuína
“consciência social”, impregnam as
histórias com temas como casamentos em crise, traição, abandono de lar,
divórcios, separações, violência doméstica, poder, pedofilia, hipocrisia,
rebeldia juvenil, conflitos de interesse, solidão, culpas, insegurança social,
relacionamentos na meia idade e abuso sexual.
O mundo está muito confuso, disperso,
violento, individualista, competitivo e cheio de futilidades. As más tendências
do ser humano
como sua ambição excessiva, sua vaidade, seu egoísmo, seus vícios e seus
preconceitos impedem que a sociedade funcione de maneira sadia. Acredito que a “convivência familiar” pode contribuir
para esta transformação social, na medida em que educar seus membros para serem
pessoas responsáveis e generosas, capazes de construir uma sociedade de base
humanitária não mais baseada na exploração, no poder do dinheiro, na repressão
e no autoritarismo. Mas transformar a sociedade pelo exercício do amor, da educação, da fé e pelo respeito ao próximo. Posso
dizer que gostei e aprendi muito com estes filmes. Seus diretores souberam
valorizar muito bem os diálogos, os silêncios, a interpretação dos atores e
atrizes, e principalmente “os espaços da
encenação”, que em determinadas cenas mostravam o que se passava no íntimo
das personagens. São filmes muito bem realizados com interpretações fortes e
humanas. Os artistas foram muito generosos com seus personagens. Porque
conseguiram com suas atuações sinceras e
viscerais, mostrar que apesar dos “dramas
e crises dentro da família”, ela ainda é uma instituição forte, pois
representa o espaço seguro, no qual seus membros ainda podem dividir seus bens,
sonhos, rancores, segredos, alegrias, tristezas e se aperfeiçoarem como seres
humanos para viver em harmonia e em sociedade.
Filmes sobre conflitos e relações
familiares: gente como a gente, depois do
casamento, o quarto do filho, as leis da família, o primeiro que disse, o
segredo do grão, a noiva síria, padre padrone, caos calmo, a pianista, paradise
now, sonata de tókio, há tanto tempo que te amo, menina santa, fora da lei,
ondas da paixão, três macacos, toda forma de amor, ao entardecer, o rei,
propriedade privada, segredos e mentiras, meu pai uma lição de vida, cenas de
um casamento, requiem para um sonho, até o fim, negócios de família, esta
mulher é proibida, segunda pele, interiores, a flor do meu segredo, o
psicólogo, a criança, faz de conta que eu não estou aqui, destinos cruzados,
quando me apaixono, a lula e a baleia, a viagem, uma mulher sob influência, o
casamento do meu ex, o que eu fiz para merecer isto, segunda feira ao sol,
sonhando acordado, mar adentro,
transamérica, beleza americana, spider, mamãe é de morte, pecados
íntimos, gilbert grape aprendiz de feitiçeiro, decálogo, o garoto da bicicleta,
o peso da água, noites de tormenta, as virgens suicídas, voltar a morrer,
caminhos violentos, encurralada, quem
tem medo de virginia woolf, intersection
uma escolha uma renúncia, rainhas, palavras de amor, caminhos da traição, bons
costumes, precisamos falar sobre o kevin, a última ceia, quando foi que você
viu seu pai pela última vez, juntos pelo acaso, o sonho de cassandra, hannah e
suas irmãs, o pantano, a cor púrpura, a corrente do bem, o último
suspeito, invasão de privacidade, notas
sobre um escândalo, as idades de lulu,
alice, as pontes de madson, ela é o
diabo, os vigaristas, a casa dos
espíritos, rocco e seus irmãos, medo, a casa de alice, a partilha, nossa vida
não cabe num opala, o signo da cidade, feliz natal, contratodos, lavoura
arcaica, linha de passe, à deriva, viva voz, a dona da história,
desmundo, o ano em que meus pais sairam de férias, não por acaso, amores
possíveis, muito gelo e dois dedos de água, baixio das bestas, se eu fosse
você, a grande família, o caminho das nuvens, estranho amor, pai patrão, em
nome do pai, império da paixão, esposamente, os boas vidas, na estrada da vida,
amor e sedução, o clube da felicidade e
da sorte, a história de qui ju tempos de viver,
gran torino, sobre meninos e lobos, a força do destino, a separação, 21
gramas, tempestade de gelo, o segredo de brokeback mountain, billy elliot,
crimes do coração, uma lição de amor,
coisas que perdemos pelo caminho,adivinhe quem vem para jantar, o império dos
sentidos, anticristo, flores partidas,
quando o amor é cruel, mamma roma , eu meu irmão e nossa namorada, o sol
tornará a brilhar, volver, tudo sobre minha mãe, amores brutos, frances, um ato
de coragem, as horas, o que terá acontecido a baby jane, antes só do que mal
casado, fim de caso, o último rei da escócia, as invasões bárbaras, o tempo de
cada um, o despertar de uma paixão, acho que amo minha mulher, quatro casamentos e um funeral, o jornal,
instinto de vingança,a razão de meu afeto, ela vai ter um bebê, meu trabalho é um parto, harry e sally feitos um para o outro, em seu
lugar, o poderoso chefão, forças do destino, o gosto dos outros, olhar de anjo,
o grão, manhattan, tabu e 4 semanas 3
meses e 2 dias.
Leituras:
“Lições que
a vida oferece”. Romance Mediúnico Psicografado por Eliana Machado Coelho. Lumen Editorial. São Paulo. 2009.
“O que é
Ficção”. Ivete Lara Camargos Walty. Editora Brasiliense. São Paulo.1986.
“ 25
mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”. Organização e
prefácio de Luiz Ruffato. Com contos de Tatiana Salem Levy, Lívia Garcia Rosa,
Nilza Resende, Cecília Costa, Heloísa Seixas, Cíntia Moscovich e outras.
Editora Record. São Paulo. 2004.
“Teoria do
Drama Moderno”. Peter Szondi. Editora Cosac Naify. 2ª. Edição. São Paulo. 2011.
“Léxico do
Drama Moderno e Contemporâneo”. Jean Pierre Sarrazac. Editora Cosac Naify. 1ª.
Edição. São Paulo. 2012.
“Drama em
cena”. Raymond Willians. Tradução de Rogério Bettoni. Editora Cosac Naify. 1ª.
Edição. São Paulo. 2010.
“Cinema em
código. Histórias para filmar”. Alexandre Lydia. Ima Editorial. 1ª.
Edição. 2012.
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